Uso de fitoterápicos na prevenção e tratamento da mucosite oral em pacientes submetidos ao tratamento oncológico: revisão sistemática

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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

02-10-2024

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DIAS, Sandiele Duarte. Uso de fitoterápicos na prevenção e tratamento da mucosite oral em pacientes submetidos ao tratamento oncológico: revisão sistemática. Orientador: Erick Nelo Pedreira. 2024. 53 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Odontologia) – Faculdade de Odontologia, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Pará, Belém, 2024. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/10254. Acesso em:.
A mucosite oral representa um efeito colateral comum do tratamento antineoplásico, sendo caracterizada com uma inflamação complexa, por um espectro de sintomas que incluem eritema, dor intensa, inchaço e a formação de ulcerações na cavidade oral, comprometendo a qualidade de vida dos pacientes. Nos últimos anos, vários fitoterápicos têm sido estudados para a prevenção e tratamento da mucosite oral, devido as suas propriedades antioxidantes e antiinflamatórias. Neste sentido, realizou-se uma revisão sistemática para analisar a eficácia do uso de fitoterápico na prevenção e tratamento da mucosite oral em pacientes submetidos ao tratamento oncológico. Para isso, a pesquisa foi conduzida utilizando as bases de dados PubMed, Embase, Scopus, ScienceDirect, Web of Science e Cochrane. Utilizando os termos MeSH Therapy Associated Neoplasms, Radiotherapy, Chemotherapy, Phytotherapy Medicinal plants, Plant Extracts, Traditional Medicine Practitioners, Ethnopharmacology e Oral Mucositis or Stomatitis, com operadores booleanos AND e OR. Dentre os 792 trabalhos identificadas nos dados eletrônicos bases, apenas 27 ensaios clínicos randomizados foram incluídos, reportando um total de 1.311 participantes submetidas ao uso de fitoterápicos para a prevenção e tratamento da mucosite oral. A avaliação do risco de viés foi realizada utilizando o manual Cochrane (Review Manager). Treze estudos foram avaliados com baixo risco geral de viés (48,2%), doze (44,4%) apresentaram risco de viés moderado e dois ensaios clínicos (7,4 %) apresentaram alto risco geral de viés. De acordo com o presente estudo, foi possível identificar que as plantas como Chamomilla Recutita (camomila), Aloe vera (babosa), Curcuma longa L. (Açafrão-daterra), mostram potencial como prevenção e tratamento complementar para mucosite oral, devido a seus efeitos anti-inflamatórios, e apesar do número limitado de ensaios clínicos em humanos, essas substâncias não demonstraram efeitos adversos significativos nos pacientes. Em suma, concluímos que o potencial dos fitoterápicos como coadjuvantes são valiosos no tratamento da mucosite oral, abrindo novos horizontes para pesquisas futuras e para a prática clínica, na busca incessante por terapias mais eficazes, seguras e com melhor aceitação por parte dos pacientes oncológicos.

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