Levantamento da saúde odontológica de Quilombolas de Irituia, Nordeste do Pará, Brasil: uma análise da situação atual

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

25-03-2025

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Citar como

COSTA, Maria Polliana Gomes da. Levantamento da saúde odontológica de Quilombolas de Irituia, Nordeste do Pará, Brasil: uma análise da situação atual. Orientador: Pedro Luiz de Carvalho. 2025. 23 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Odontologia) – Faculdade de Odontologia, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/10250. Acesso em:.
O estudo teve como objetivo investigar a condição de saúde bucal, o acesso a serviços odontológicos e os fatores sociodemográficos associados à acessibilidade em quilombolas rurais de Irituia, no estado do Pará, Brasil. Tratou-se de um estudo analítico e transversal de base populacional, no qual foi utilizado uma amostra composta por 278 pessoas maiores de 10 anos, autodeclaradas quilombolas e residentes na comunidade há pelo menos 10 anos. A coleta de dados envolveu a realização de entrevistas estruturadas e exames clínicos odontológicos. A análise dos dados foi realizada com software específico, incluindo análise descritiva e investigação da relação entre o acesso aos serviços odontológicos e variáveis sociodemográficas, utilizando o teste qui-quadrado com intervalo de confiança de 95%. Os resultados mostraram que 84,5% dos quilombolas já haviam realizado uma consulta odontológica, majoritariamente no serviço público (68,9%). No entanto, 51,1% relataram que a última consulta ocorreu há mais de um ano. A dor ou a extração dentária foram os principais motivos para a procura de atendimento odontológico (70,2%). Em termos de saúde bucal, 34,2% apresentaram menos de 15 dentes e 57,9% mais de 15 dentes. A cárie foi o problema de saúde bucal mais prevalente (75,9%), seguido por edentulismo (8%) e doença periodontal (2,2%). Os impactos na vida diária incluíram alteração do estado emocional (22,3%), interferência na socialização (17,6%) e impactos nos estudos ou trabalho (9,0%). A análise revelou uma associação significativa entre o acesso aos serviços odontológicos e variáveis como faixa etária, estado conjugal e escolaridade, destacando a necessidade urgente de políticas públicas para melhorar o acesso aos serviços de saúde bucal nessas comunidades.

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Disponível na internet via correio eletrônico: bibodonto@ufpa.br