Auto percepção em saúde bucal e sua relação com sintomas depressivos entre docentes universitários no Brasil

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Tipo de Documento

Trabalho de Curso - Graduação - Monografia

Data

25-03-2025

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Citar como

MARTINS, Gabriella Karolyne Pompeu. Auto percepção em saúde bucal e sua relação com sintomas depressivos entre docentes universitários no Brasil. Orientadora: Liliane Silva do Nascimento; Coorientadora: Ana Cristina Viana Campos. 2025. 28 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Odontologia) – Faculdade de Odontologia, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal do Pará, Belém, 2025. Disponível em: https://bdm.ufpa.br/handle/prefix/10238. Acesso em:.
A percepção individual da saúde está diretamente relacionada ao contexto político e econômico de um país, uma vez que gestões eficazes promovem maior acesso e qualidade nos serviços de saúde. Esse aspecto torna-se relevante no campo da saúde bucal, considerando que historicamente o Brasil foi reconhecido como "o país dos desdentados", evidenciando a baixa prioridade dada à odontologia na esfera pública. Embora um maior nível de instrução e renda estejam associados à busca por cuidados preventivos, certas categorias profissionais continuam vulneráveis devido à sobrecarga de trabalho, baixos salários e exigências de qualificação contínua, fatores que impactam sua saúde mental. Entre esses profissionais, destacam-se os docentes universitários brasileiros, que apresentam elevada incidência de sintomas depressivos. O estudo teve como objetivo analisar a relação entre a autopercepção da saúde bucal e a presença de sintomas depressivos entre docentes universitários brasileiros, considerando fatores demográficos e socioeconômicos. Trata-se de um estudo transversal, parte do projeto principal intitulado “O preço da carreira acadêmica no Brasil: um estudo multinível sobre a invisibilidade da saúde mental de docentes universitários”. Foram analisadas informações de uma amostra de 1.262 professores universitários, coletadas em 2024. As variáveis incluídas no estudo abrangeram aspectos demográficos (idade, sexo, cor da pele autorrelatada, renda familiar), formação acadêmica (doutorado: sim/não), autopercepção da saúde bucal e presença de sintomas depressivos. Os dados foram obtidos através de um questionário eletrônico elaborado no Google Forms e distribuído via e-mail, redes sociais, canais institucionais e grupos de WhatsApp de docentes universitários. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Pará, em conformidade com a Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde. Os achados revelaram que uma pior autopercepção da saúde bucal está associada a uma maior incidência de sintomas depressivos entre os docentes universitários. Observou-se, também, que as professoras apresentam maior vulnerabilidade ao sofrimento psíquico. Os resultados destacam a necessidade de políticas institucionais que contemplem questões de gênero para a integralidade da saúde mental e bucal. Recomenda-se a implementação de estratégias preventivas e de promoção do bem-estar para a melhoria da qualidade de vida desses profissionais.

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