Navegando por Assunto "Transtorno depressivo maior"
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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Escetamina intranasal na terapia de tratamento de transtorno depressivo maior e depressão resistente: avaliação de eficácia, segurança e impacto social(2024-10-04) PARENTE, Igor Sousa e Silva; SOUSA, Aline Andrade de; https://lattes.cnpq.br/5581585210022226; https://orcid.org/0000-0002-7848-3618; FARIAS, Ilka Lorena de Oliveira; https://lattes.cnpq.br/5648420261295394; https://orcid.org/0000-0002-9816-5510Os transtornos depressivos afetam milhões de pessoas mundialmente, sendo considerados uma das condições mais incapacitantes. Embora existam opções de tratamento terapêutico, aproximadamente metade dos pacientes não consegue alcançar uma remissão completa dos sintomas. O Transtorno Depressivo Maior (TDM), uma forma grave da depressão, muitas vezes resistente aos tratamentos convencionais, está associado a um alto risco de suicídio. Nesse cenário, a escetamina nasal surgiu como uma alternativa promissora. Assim, este estudo teve como objetivo geral analisar a eficácia, a segurança e o impacto social da escetamina intranasal como terapia no tratamento do Transtorno Depressivo Maior e da Depressão Resistente, utilizando a revisão integrativa como suporte metodológico. Esta pesquisa realizou uma revisão integrativa da literatura, com um recorte temporal de 2018 a 2023, através das bases de dados do Google Acadêmico, ScienceDirect, PubMed e Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), usando os seguintes descritores: esketamine, intranasal administration, major depressive disorder e treatment-resistant depressive disorder. Quanto aos resultados, foi possível constatar que a escetamina oferece alívio rápido dos sintomas depressivos, diminuição do risco de recidivas e aceleração da recuperação em momentos de crise. No entanto, alguns efeitos colaterais, como a dissociação e o aumento da pressão arterial, foram frequentemente relatados, o que destaca a importância de um monitoramento cuidadoso, principalmente entre grupos vulneráveis, como idosos e pacientes com outras condições de saúde. A falta de estudos que integrem a escetamina com abordagens psicoterapêuticas levanta a necessidade de mais investigações sobre tratamentos combinados, que poderiam, potencialmente, melhorar os resultados. Além disso, ações não farmacológicas, como a musicoterapia, são indicadas como eficazes na redução de sintomas adversos. Um dos desafios é a acessibilidade ao tratamento, ou seja, o alto custo e a necessidade de supervisão clínica constante limitam o acesso de muitos pacientes, reforçando a necessidade de políticas públicas que promovam a equidade no tratamento. Portanto, conclui-se que, embora a escetamina intranasal represente um avanço importante no manejo dessas condições, seu uso requer monitoramento cuidadoso.