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Navegando por Assunto "Socio-spatial inequality"

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    Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    A invisibilidade urbana e o saneamento negado: um olhar sobre a localidade Lama Negra, Altamira- PA
    (2026-01-16) PEIXOTO, Edilton Barbosa; OLIVEIRA, Livânia Norberta de; https://lattes.cnpq.br/9967851444577561; https://orcid.org/0000-0003-2558-2855
    O presente estudo analisa as condições de saneamento básico na localidade Lama Negra, em Altamira/PA, evidenciando como processos de expansão urbana periférica e impactos socioespaciais associados à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte contribuíram para a formação de um território marcado pela invisibilidade urbana em Altamira. A partir de revisão bibliográfica, análise documental e entrevistas com moradores no ano de 2025, constatou-se que o bairro permanece excluído das redes públicas de água e esgoto, dependente de poços rasos e fossas rudimentares, com riscos de contaminação e vulnerabilidade hídrica. A coleta de resíduos sólidos urbanos, implantada há menos de um ano, apresenta limitações e irregularidades, reforçando desigualdades internas no próprio território. Os resultados demonstram que a localidade Lama Negra não foi contemplado pelas condicionantes ambientais do empreendimento de Belo Monte nem pelas metas previstas no Novo Marco Legal do Saneamento. O caso evidencia a persistência de desigualdades socioespaciais em áreas periféricas e revela a necessidade de políticas públicas integradas que incorporem esses territórios ao planejamento urbano de Altamira, garantindo o direito ao saneamento e à justiça socioambiental
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    Trabalho de Curso - Graduação - ArtigoAcesso aberto (Open Access)
    Análise espacial do Saneamento Básico no Município de Ananindeua, Pará, Amazônia, Brasil
    (2025-11-11) SALES, Alan Dantas de; SOUSA, Enilson da Silva; http://lattes.cnpq.br/9809519303331231; https://orcid.org/0000-0003-2026-0822
    A urbanização periférica brasileira reflete contradições estruturais do modo de produção capitalista, cuja lógica de valorização da terra intensifica desigualdades socioespaciais e ambientais. Este estudo analisa a desigualdade ambiental no município de Ananindeua (PA), integrante da Região Metropolitana de Belém, a partir de indicadores de acesso à rede geral de água, coleta domiciliar de lixo e esgotamento sanitário, com base em dados do Censo 2022 e técnicas de geoprocessamento. Os resultados evidenciam forte heterogeneidade entre setores com cobertura plena e aqueles com cobertura mínima, revelando a concentração de serviços em áreas centrais e historicamente mais favorecidas. No abastecimento de água, setores com cobertura de 80% a 100% apresentam média de 90,81%, enquanto na faixa de 0% a 20% a média é de apenas 3,23%. A coleta de lixo segue padrão semelhante, variando de 97,86% nas áreas mais bem atendidas para 9,20% nas mais precárias. O esgotamento sanitário apresenta a maior disparidade: apenas 32 setores possuem cobertura plena, enquanto 535 setores não ultrapassam 20% de atendimento, com média de 4,97%. Esses dados confirmam que a precariedade na infraestrutura sanitária compromete a saúde pública, acentua a segregação socioespacial e evidencia a ausência de políticas equitativas de investimento. Conclui-se que enfrentar tais desigualdades requer planejamento territorial integrado, priorizando áreas de maior vulnerabilidade e garantindo o acesso universal aos serviços essenciais, em consonância com os princípios de justiça socioambiental.
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    Trabalho de Curso - Graduação - ArtigoAcesso aberto (Open Access)
    A falta de acesso à água potável na Comunidade Nova Esperança da Ilha João Pilatos (Ananindeua-Pa): desigualdades socioespaciais e estratégias de sobrevivência
    (2026-02-28) FERREIRA, Joelson Dias; SANTOS, Elisana Batista dos; https://lattes.cnpq.br/3219900674797756; https://orcid.org/0000-0001-9785-6937
    O presente estudo analisou as condições de acesso à água potável na comunidade Nova Esperança, localizada na Ilha João Pilatos, município de Ananindeua (PA). A investigação de caráter qualitativo e exploratório, utilizou pesquisa bibliográfica, análise documental, observação participante e aplicação de questionários semiestruturados para compreender as desigualdades socioespaciais e as estratégias de sobrevivência adotadas pela população. Os resultados evidenciam um paradoxo típico da Amazônia: em meio à abundância hídrica natural, a comunidade enfrenta a precariedade extrema na infraestrutura de abastecimento, sem rede pública de distribuição. A qualidade da água é comprometida, e os tratamentos caseiros, como fervura e filtração, são insuficientes para garantir a segurança microbiológica e química. A pesquisa identificou que a falta de acesso seguro e digno à água é resultado de uma histórica negligência do poder público e da omissão em políticas de saneamento, configurando injustiça socioambiental e a violação do direito humano à água. Sob a perspectiva da justiça ambiental, a distribuição da água reflete relações de poder que marginalizam territórios periféricos. No entanto a comunidade demonstra resiliência e capital social, desenvolvendo estratégias autônomas de gestão do recurso e manifestando disposição para ações coletivas. Conclui-se que há necessidade de urgência de políticas públicas integradas, intersetoriais e participativas, que superem a lógica da marginalização territorial e garantam efetivamente o direito fundamental à água. É imprescindível que o planejamento urbano e de saneamento incorpore as realidades e saberes locais, reconhecendo as comunidades ribeirinhas e insulares não como meras beneficiárias, mas como protagonistas centrais na construção de soluções sustentáveis e equitativas, essenciais para a justiça socioambiental na Amazônia.
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