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    Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    As manifestações do racismo no município de portel/PA (marajó): apontamentos para o Serviço Social
    (2023) LACERDA, Silvana Ramos; GUIMARÃES, Jacqueline Tatiane da Silva; http://lattes.cnpq.br/0016401443592564
    Neste trabalho temos como objetivo refletir sobre as diferentes manifestações do racismo na Amazônia marajoara, tendo como lócus o município de Portel/PA, a fim de contribuir para a construção de novas frentes de intervenção e reflexões teóricas para o Serviço Social. Partimos das seguintes inquietações: I) Quais as formas de perpetuação e de manifestações do racismo na Amazônia marajoara, considerando a realidade do município de Portel/PA? e II) Quais os caminhos de enfrentamento que podem ser mobilizados pelo Serviço Social na luta antirracista? Assim, temos os seguintes objetivos específicos: I) Compreender as percepções dos marajoaras sobre o racismo no município de Portel/PA; II) Identificar e promover reflexões sobre as diversas tipos de manifestações do racismo no município de Portel/PA; III) Verificar e dar visibilidade aos casos de racismo que ocorrem e ocorreram no município de Portel/PA; IV) Refletir sobre as contribuições e o papel do Serviço Social nas ações de combate ao racismo. A metodologia utilizada recorreu a pesquisa bibliográfica, documental e de campo. A pesquisa de campo ocorreu entre os anos de 2020, 2022 e 2023. Na primeira coleta dados, em dezembro de 2020, a partir questionário aplicado de maneira espontânea com 11 (onze) pessoas que trafegavam na Praça da Saúde em Portel, a segunda coleta, ocorreu no mês de dezembro de 2022 a janeiro de 2023, em que entrevistamos 6 (seis) profissionais, sendo 2 (dois) da Saúde, 1 (um) da Assistência Social, 2 (dois) da Educação 1 (um) do Ministério Público. Além deste, foram entrevistados 3 (três) membros da religião Umbanda. Nesta segunda coleta, foi adotado um roteiro de entrevista, e com o consentimento das/os participantes, houve a gravação em áudio dos depoimentos. O texto estrutura-se da seguinte forma: O primeiro capítulo, trata sobre concepção de raça e sua relação com colonialidade, dando enfoque aos aspectos históricos e socioeconômicos do Brasil. O segundo capítulo, dialoga sobre racismo e questão social no Serviço Social, a partir das categorias Colonialidade e Capitalismo. Estendemos o debate sobre racismo, observando este fenômeno não como unicamente expressão da questão social, mas como parte de um processo que constitui e mantém a estrutura econômica e ideológica vigente. Desta maneira, estando o Sistema Capitalista dentro de uma lógica de Colonialidade, que neste caso procede ações de cunho colonialista, tornando o racismo um mecanismo de manutenção de ordem, que também se reinventa, apresentando-se em múltiplas manifestações. No terceiro capitulo, apresentamos os resultados da pesquisa de campo, em que inicialmente abordamos sobre o Arquipélago do Marajó, dando destaque a sua amplitude e diversidade, para então localizarmos o município de Portel, tratando dos seus aspectos históricos, econômicos e sociais e seus aspectos demográficos. Identificamos as diversas manifestações do racismo estrutural em dimensões como o racismo ambiental, institucional e religioso no município de Portel, em que se torna um “invisível visível”, que apesar de não ser confrontando em sua existência, os entrevistados, dentre os quais estão os profissionais que atuam nas políticas públicas do município, observam que a “olho nu” as pessoas de “cor mais escuras” são as mais atingidas pelos diferentes tipos de agressões e violências. Compreendemos e reforçamos as potenciais contribuições do Serviço Social, enquanto profissão especializada e inscrita na divisão social do trabalho, que atua diretamente com a população por meio da execução e elaboração de políticas públicas, portanto imprimindo em sua atuação uma direção social que pode e deve ser em defesa dos direitos sociais, devendo assim cumprir o seu compromisso com o Projeto Ético-Político e o Código de Ética da profissão de 1993, firmado em defesa dos direitos humanos, da classe trabalhadora e contra todo tipo discriminação e preconceito.
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