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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Evidências e desafios da hipotermia terapêutica na encefalopatia hipóxico-isquêmica neonatal: uma revisão de literatura(2025-08-19) LOPES, Geovanni Eduardo Souza; SATO, Diana Albuquerque; https://lattes.cnpq.br/2668632294765062; https://orcid.org/0000-0003-2147-3037A encefalopatia hipóxico-isquêmica é uma condição neurológica resultante de eventos de hipóxia e isquemia no período perinatal, caracterizada por lesão cerebral que pode comprometer gravemente o desenvolvimento neuropsicomotor do neonato. Essa síndrome afeta principalmente recém-nascidos a termo ou próximos do termo, manifestando-se em graus variados de gravidade. Devido ao seu potencial de causar sequelas neurológicas a médio e a longo prazo, ou levar a óbito, a encefalopatia hipóxico-isquêmica é considerada uma das principais causas de morbimortalidade neonatal, sobretudo em países com recursos limitados. Desse modo, a hipotermia terapêutica se consolidou como a única intervenção com eficácia comprovada na proteção neurológica, promovendo a redução do metabolismo cerebral e inibindo mecanismos lesivos. Objetivou-se investigar o papel da hipotermia terapêutica no manejo da encefalopatia hipóxico-isquêmica. Esse estudo trata-se de uma revisão integrativa, de abordagem qualitativa e descritiva. Foram incluídos 29 artigos científicos publicados entre 2019 e 2025, em que 9 abordam os conceitos da hipotermia terapêutica; 12 os desfechos clínicos após a utilização da técnica; e 7 os desafios para implementação da hipotermia terapêutica como tratamento. A análise dos estudos constatou que hipotermia terapêutica apresenta eficácia significativa na redução da mortalidade e das sequelas neurológicas quando iniciada precocemente em neonatos com encefalopatia hipóxico-isquêmica moderada ou grave. No entanto, sua aplicação ainda enfrente desafios estruturais e logísticos, sobretudo em países de baixa e média-renda, onde a prevalência da patologia é mais elevada. A padronização de protocolos, a capacitação de profissionais e o acesso a tecnologias adequadas são pontos-chave para a ampliação do uso da hipotermia terapêutica de forma universal e eficaz.