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    Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    Análise multitemporal de transformações da paisagem costeira na Ilha de Fora, Resex Marinha Mãe Grande de Curuçá, entre 1986 e 2024, município de Curuçá, Pará, Brasil
    (2026-02-26) LIMA, Caua Oliveira; MONTEIRO, Kleberson Silva; OLIVEIRA, Rita Denize de; http://lattes.cnpq.br/5096230228328309; https://orcid.org/0000-0001-8894-6180
    A paisagem costeira da ilha de Mutucal é formada por terrenos do Planalto Rebaixado da Amazônia e a Planície Costeira, dominada por sedimentos lamosos holocênicos, na qual se insere a Reserva Extrativista Mãe Grande de Curuçá, Curuçá, Pará com manguezais, que dominam a paisagem costeira, além de florestas alteradas, capoeiras de diferentes idades, restingas e campos herbáceos salinos. O objetivo da pesquisa é analisar de forma multitemporal a transformação da paisagem costeira da Ilha de Fora, entre 1986 e 2024, com ênfase nos processos erosivos e de sedimentação, juntamente com as alterações da cobertura vegetal. A metodologia fundamentou-se nos princípios da Ecologia da Paisagem, analisando a estrutura, funcionalidade e dinâmica dos sistemas ambientais sob a óptica das interações entre elementos naturais e as intervenções antrópicas. Para tanto, realizou-se a aquisição de dados espectrais via plataforma United States Geological Survey-USGS e o levantamento da dinâmica de uso e cobertura do solo através da série histórica do Projeto MapBiomas (Coleção 10). O vigor vegetativo foi monitorado pelo Índice de Vegetação por Diferença Normalizada-NDVI, processado a partir da razão entre as bandas do infravermelho próximo (NIR) e do vermelho visível (Red). Complementarmente, foram gerados Modelos Digitais de Elevação-MDE para a extração da rede de drenagem e análise de altimetria da ilha. A precisão das análises orbitais foi assegurada por meio de validação em campo, onde a coleta de pontos de controle (Ground Truth) permitiu correlacionar as respostas espectrais com as evidências fáticas de degradação e regeneração observadas in loco. Os resultados mostram produtos cartográficos gerados pela pesquisa, evidenciando os impactos das piçarreiras em séries temporais em pontos de nascentes e drenagem. Há a alteração da regeneração e degradação dos aspectos vegetacionais em áreas majoritariamente de terra firme da ilha e em contraste a isto a importância do crescimento da vegetação de mangue após a criação da Resex Marinha Mãe Grande de Curuçá, em 2002.
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    Trabalho de Curso - Graduação - MonografiaAcesso aberto (Open Access)
    O encantamento do menino Bianor: memórias e territorialidades na Amazônia Atlântica, Curuçá-PA
    (2026-07-14) SANTOS, Elisandra Carneiro dos; PONTE, Vanderlúcia da Silva; http://lattes.cnpq.br/2911877430319887; https://orcid.org/0000-0003-3187-9348
    Este trabalho analisa a narrativa do encantamento de Bianor, karuana das águas da Vila de Mutucal, Ilha de Fora, município de Curuçá, suas relações com memória coletiva, territorialidade e preservação ambiental. Segundo a tradição oral da comunidade, Bianor era uma criança que, desapareceu enquanto se banhava no rio e transformou-se em karuana, tornando-se guardião das águas, das matas e dos manguezais da região. A pesquisa teve como objetivo compreender como essa narrativa influencia os modos de vida, os costumes e a relação dos moradores com a natureza, bem como identificar as memórias construídas sobre o encantado. Adotou-se abordagem qualitativa, fundamentada em pesquisa bibliográfica e em entrevistas semiestruturadas realizadas com quatro moradores da Vila de Mutucal. Com base nos estudos sobre memória coletiva de Maurice Halbwachs e Jacques Le Goff, sobre história oral de Alessandro Portelli, discutiu-se sobre territorialidade e cosmologias amazônicas. Os resultados demonstram que a memória sobre Bianor não constitui um relato isolado, mas um código moral de convivência com o território, transmitido oralmente entre gerações e atualizado no cotidiano comunitário. Da mesma maneira, que o encantado atua como autoridade territorial, regulando o uso dos recursos naturais, exigindo pedidos de licença para o acesso ao rio e às matas e punindo aqueles que desrespeitam tais regras, contribuindo para a preservação dos ecossistemas e suas diversidades. Conclui-se que a narrativa de Bianor configura-se como patrimônio cultural da comunidade de Mutucal, Articulando memórias, identidade e uma ética ambiental fundamentada em saberes tradicionais. A valorização e o registro dessa narrativa são fundamentais para a continuidade dessa cosmologia amazônica e para o reconhecimento da história e da identidade cultural da Amazônia paraense.
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