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    Trabalho de Curso - Graduação - ArtigoAcesso aberto (Open Access)
    Cartografia do adoecimento em mulheres extrativistas costeiro-marinhas: um estudo sobre as marcas de trabalho e resistência em Tamatateua (Bragança -PA)
    (2026-02-27) REIS, Marcele Souza dos; TIMMERMANN , Talita Abi Rios; http://lattes.cnpq.br/1821742314070264; BARBOZA , Roberta Sá Leitão; http://lattes.cnpq.br/9331256487699477; https://orcid.org/0000-0003-2367-553X
    O presente estudo investiga as percepções de mulheres pescadoras artesanais da comunidade de Tamatateua, em Bragança-PA, acerca dos processos de adoecimento inscritos em seus corpos. A pesquisa fundamenta-se em uma abordagem qualitativa e interpretativa, utilizando a cartografia corporal e o procedimento de Mapeamento do Corpo-Território como ferramentas para a exteriorização de conteúdos psíquicos e percepções somáticas. Os dados foram analisados por meio da Análise de Conteúdo de Bardin. Essas mulheres percebem que o adoecimento é indissociável da invisibilidade laboral, caracterizada pela classificação das mulheres como "ajudantes", o que desencadeia sofrimento ético-político. Identifica-se um quadro de desgaste físico severo, com prevalência de distúrbios osteomusculares e disfunções urológicas, além de cicatrizes invisíveis decorrentes de lutos traumáticos e violência de gênero. Conclui-se que o corpo dessas pescadoras configura-se como um território de resistência, onde a articulação em redes coletivas e a valorização de saberes tradicionais de cura constituem estratégias de proteção psíquica e enfrentamento à sobrecarga laboral.
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