Navegando por Assunto "Health of riverside communities"
Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Saúde bucal de populações Ribeirinhas: uma revisão integrativa(2020-10-01) PINHEIRO, Dalielton Pereira; MAGALHÃES, Lilian Oliveira; http://lattes.cnpq.br/0637344217671966; https://orcid.org/0000-0001-5429-7004; PINHEIRO, Helder Henrique Costa; http://lattes.cnpq.br/0964381734920512; https://orcid.org/0000-0001-5567-3550A saúde de populações ribeirinhas vem sendo cada vez mais discutida no cenário nacional pelas políticas de assistência básica, o que tem gerado um impacto positivo na vida dessas pessoas. No entanto, grandes barreiras são enfrentadas para oferecer os serviços de saúde a essas pessoas. Fatores como: localização geográfica de difícil acesso, volume dos rios e disponibilidade de profissionais para trabalharem nessas áreas são as principais limitações para expandir a atenção básica nas regiões mais isoladas da Amazônia. Além disso, outra questão importantíssima a ser levada em consideração é o fato de os profissionais estarem aptos a atenderem pessoas muito ligadas à cultura e à tradição, incorporando seus saberes com plantas medicinais e culinários nos atendimentos de saúde, gerando confiança, responsabilidade e vínculo profissional-paciente, essencial para o cuidado. No que se refere especificamente aos serviços odontológicos, existe um enorme problema a ser combatido. A literatura aponta a pouca procura dessa população pelo dentista e que a área odontológica é muito limitada aos trabalhos curativos com tratamentos de restauração dentária e exodontias. Ademais, são poucas as ações de educação em saúde bucal para que a própria comunidade tenha a informação do autocuidado, gerando um grave problema de saúde pública nessas regiões. Tratamentos reabilitadores como próteses dentárias e endodontias não foram evidenciados, mostrando a importância da inclusão, além de outros, dos tratamentos conservadores. Sobre a população estudada, verifica-se a falta de informação sobre os cuidados com a saúde, sobretudo a bucal, baixa escolaridade, situação de vulnerabilidade socioeconômica, além de homens buscarem menos os serviços de saúde que as mulheres e, quanto aos que buscam, a prevalência presente entre os mais jovens.