Navegando por Assunto "Epidemiologia descritiva"
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Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) Análise do perfil epidemiológico dos casos de meningite no estado do Pará no período de 2009 a 2024(2026-02-23) GOMES, Jackeline Sousa Henriques; SOUSA, Rodrigo Petry Corrêa de; http://lattes.cnpq.br/0921857281639788; https://orcid.org/0000-0002-3626-4484A meningite é uma doença infecciosa caracterizada pela inflamação das meninges, membranas que revestem o encéfalo e a medula espinhal. O objetivo deste estudo foi descrever e analisar as características epidemiológicas da meningite no estado do Pará no período de 2009 a 2024. Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo e retrospectivo, baseado em dados secundários de casos notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foram analisadas variáveis relacionadas ao número de casos, sexo, etiologia, evolução clínica, incidência e cobertura vacinal. Os resultados indicaram elevado número de casos no período estudado, com predominância no sexo masculino. A principal etiologia identificada foi a bacteriana, diferindo do padrão observado em outras regiões do país. Verificou-se redução dos casos até 2013, aumento progressivo até 2018, queda entre 2019 e 2020 e novo incremento a partir de 2021. Quanto aos desfechos clínicos, constatou-se redução dos óbitos e aumento da taxa de cura. Conclui-se que o perfil epidemiológico da meningite no Pará apresenta particularidades em relação ao cenário nacional, reforçando a necessidade de fortalecimento das ações de vigilância epidemiológica e das estratégias de imunização.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Aspectos clínicos, epidemiológicos e ambientais da leishmaniose tegumentar americana na Amazônia brasileira(2025-03-21) BANDEIRA, Geisa Carvalho; COELHO, Aldine Cecília Lima; http://lattes.cnpq.br/1301455016936905; https://orcid.org/0000-0001-7467-6781; ALBARADO, Kaio Vinícius Paiva; http://lattes.cnpq.br/0329177830187385; https://orcid.org/0000-0002-0687-7124As leishmanioses são zoonoses que fazem parte do grupo de doenças tropicais negligenciadas (DTN) uma vez que ocorrem nos países mais pobres e atingem as populações extremamente vulneráveis das Américas, África e Ásia. Este estudo investigou os aspectos clínicos, epidemiológicos e ambientais da Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) na Região de Integração do Xingu, no Pará, Brasil, entre 2009 e 2021, com o objetivo de analisar a distribuição dos casos, calcular as taxas de incidência e relacionar as mudanças ambientais e climáticas com a ocorrência da doença. Trata-se de uma pesquisa de caráter ecológico, que utilizou dados secundários do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), além de informações sobre desmatamento, focos de calor e uso do solo obtidas pelo Anuário Estatístico da Fadespa e Mapbiomas respectivamente. Foram analisadas variáveis sociodemográficas, clínicas, ambientais e climáticas, utilizando métodos estatísticos descritivos e correlação de Pearson para identificar possíveis associações. Os resultados mostraram 8.181 casos de LTA no período, com maior incidência em homens (78,22%), pardos (69,18%) e na faixa etária de 20 a 39 anos (47,99%). A forma clínica predominante foi a cutânea (97,73%), com alta taxa de cura (86,52%). Os municípios de Medicilândia, Uruará e Altamira apresentaram os maiores números de casos. Observou-se um aumento significativo no desmatamento, com destaque para Vitória do Xingu (805,36%), Pacajá (615,83%) e Brasil Novo (538,52%), além de um pico de focos de calor em 2017 (9.348 casos). A análise climática revelou uma temperatura média anual de 25,9°C e precipitação de 170,9 mm, com uma queda de 5% na umidade relativa do ar entre 2010 e 2015. A correlação forte negativa entre umidade e desmatamento (r = -0,841) sugeriu que alterações microclimáticas podem potencializar a transmissão da LTA. Concluiu-se que a expansão de atividades agropecuárias, urbanização e grandes projetos de infraestrutura, como a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, podem ter contribuido para os casos de LTA na região de estudo, facilitando a proliferação de flebotomíneos. Este estudo destacou a necessidade de políticas públicas integradas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, para mitigar os impactos ambientais e de saúde na região amazônica.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Perfil epidemiológico das internações por malária no estado do Pará: uma análise de um período de 10 anos (2012 a 2022)(2023-12-15) LIMA, Cindy Santos de; VALLINOTO, Izaura Maria Vieira Cayres; http://lattes.cnpq.br/0691046048489922; https://orcid.org/0000-0003-1408-8384Objetivos: Descrever as características epidemiológicas das internações por malária no estado do Pará no período de 2012 a 2022. Método: Trata-se de um estudo ecológico, transversal, descritivo e retrospectivo com base na análise de dados secundários de internações hospitalares por malária registrados no Sistema de Informação Hospitalar (SIH) disponíveis para consulta no banco de dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Considerou-se as seguintes variáveis: número de internações, ano de internação, espécie de Plasmodium sp., Região de Saúde de residência, sexo, raça/etnia, faixa etária e caráter de internação. Resultados: Entre os anos de 2012 a 2022 foram registradas 3.821 internações hospitalares por malária em residentes do estado do Pará. Dentre os anos analisados o ano com a maior concentração das internações foi 2012 (n = 936; 24.50%) e o menor foi 2021 (n = 108; 2.83%). Em relação à variação do percentual entre anos consecutivos o ano de 2022 apresentou a maior diferença porcentual de número de internações com crescimento de 168.52% em relação à 2021. O agente etiológico mais encontrado nas internações foi o Plasmodium vivax (n = 2.598; 67.99%), seguido do Plasmodium falciparum (n = 377; 9.87%) e do Plasmodium malariae (n = 117; 3.06%). As áreas de maior concentração das internações pela doença segundo Regional de Saúde ficaram distribuídas em ordem: Tocantins (n = 866; 22.66%), Araguaia (n = 744; 19.47) e Tapajós (n = 644; 16.85%). Ademais, a concentração nestas áreas variou em maior ou menor intensidade ao longo dos anos de estudo. Em relação ao perfil destas internações na região estas predominaram no sexo masculino (n = 2361; 61.79%) na faixa etária de 20 a 29 anos (n = 878; 22.98%), na cor/raça parda (n = 2.784; 72.86%) e de caráter do tipo urgente (99.74%). Conclusão: Foram demonstrados concordância com a literatura tanto sociodemograficamente quanto em relação ao agente parasitário causador da malária, assim como períodos alternantes de queda de internações seguidos de subida de casos. As regiões de saúde com maiores valores de internações estão concordando com aspectos presentes na região que justificariam a dificuldade de erradicação da malária (clima, vegetação, temperatura, períodos chuvosos, desmatamento gerado por práticas econômicas não-sustentáveis). Diversos fatores envolvendo a pandemia de COVID-19, provavelmente, contribuíram no controle da malária, assim como na subnotificação ou no diagnóstico equívoco e/ou tardio comprometendo a real leitura do perfil das internações.