Navegando por Assunto "Biopolymers"
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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Desenvolvimento e caracterização de filmes biodegradáveis de amido de ariá (goeppertia allouia): influência do teor de glicerol nas propriedades mecânicas de tração, morfológicas e suscetibilidade a água(2026-02-26) NUNES, Natan Gabriel da Silva; PAULA, Marcos Vinicius da Silva; https://lattes.cnpq.br/7538211324097974Com o crescimento industrial e populacional, o uso de polímeros derivados de fontes fósseis tem se tornado cada vez mais constante, intensificando as consequências do descarte inadequado desses materiais no meio ambiente. Sendo assim, pesquisadores buscam fontes alternativas, como polímeros biodegradáveis, para amenizar os danos causados por polímeros sintéticos. Diante disso, emerge o amido de ariá (Goeppertia allouia), uma Planta Alimentícia Não Convencional (PANC) da região amazônica. Portanto, este trabalho teve como objetivo produzir e caracterizar filmes biodegradáveis de amido de ariá. Os filmes foram fabricados pelo método de casting, utilizando 2 g de amido, água destilada e glicerol como plastificante nas concentrações de 25, 30, 35, 40 e 45% (em relação à massa do amido). As amostras foram caracterizadas quanto às propriedades físico-químicas, de barreira, biodegradabilidade, morfologia (MEV), grupos funcionais (FTIR), cristalinidade (DRX) e propriedades mecânicas. Os filmes apresentaram superfícies lisas, homogêneas e sem a presença de rachaduras. Verificou-se que o aumento do teor de glicerol elevou a solubilidade de 27,6% para 38,06% e a umidade de 17,8% para 28,33%. Enquanto, o grau de intumescimento variou conforme o tempo de imersão e a concentração de plastificante. As análises de FTIR e DRX indicaram que não houve alteração química significativa na matriz, confirmando a cristalinidade tipo C para o amido. Nos ensaios mecânicos, notou-se que o aumento da concentração de glicerol (de 25% para 45%) promoveu a redução da resistência à tração de 3,81 MPa para 0,91 MPa , bem como a diminuição do alongamento na ruptura, que variou de 68,51% para 27,16%. Por fim, os filmes degradaram-se totalmente em 16 dias em solo. Conclui-se que o amido de ariá apresentou características viáveis para o desenvolvimento de filmes poliméricos biodegradáveis.