Faculdade de Comunicação - FACOM/ILC
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Navegando Faculdade de Comunicação - FACOM/ILC por Assunto "Comunicação"
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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) A comunicação como instrumento para a conservação da cultura artesanal nas olarias do Quilombo Médio Itacuruçá: diante das mudanças socioeconômicas e ambientais atuais(2025-03-28) COUTO, Ezerhelderson dos Santos; SILVA, William Costa da; http://lattes.cnpq.br/1209476492280217; https://orcid.org/0009-0002-1843-6921; CASTRO, Marina Ramos Neves de; http://lattes.cnpq.br/6636359546031674Este estudo investiga a importância das olarias artesanais na comunidade quilombola do Médio Itacuruçá, abordando sua relevância cultural, econômica e social. O objetivo principal é compreender como a comunicação se manifesta como um elemento estruturante na manutenção e conservação dessa prática tradicional. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa, com base em observação participante e entrevistas semiestruturadas realizadas com trabalhadores das olarias, patrões e membros da comunidade. Os resultados indicam que, apesar da redução do número de olarias ativas, essa atividade continua desempenhando um papel fundamental na identidade quilombola, sendo um espaço de transmissão de saberes ancestrais e um símbolo de resistência cultural. No entanto, desafios como a escassez de matéria-prima, a falta de políticas públicas de incentivo e a informalidade das relações trabalhistas ameaçam a continuidade do setor. Conclui-se que a valorização e o reconhecimento da olaria quilombola são essenciais para garantir a conservação desse patrimônio cultural e para proporcionar melhores condições de trabalho e desenvolvimento para a comunidade.Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) Carabao: estratégias de comunicação e interação de uma aparelhagem na Amazônia(2025-09-10) VIANA, Rafael de Paula Lopes; REIS, Christian Maciel; http://lattes.cnpq.br/8192124069151551; CASTRO, Fabio Fonseca de; http://lattes.cnpq.br/5700042332015787; http://orcid.org/0000-0002-8083-1415O presente estudo busca analisar a aparelhagem Carabao - O Furioso do Marajó, a partir de suas estratégias de comunicação e interação com o público. A aparelhagem, ao utilizar-se das faixas de divulgação até às postagens nas redes sociais, percebeu-se que a mesma atua em um ecossistema comunicacional múltiplo, no qual o físico e o digital coexistem e interagem entre si. Sua comunicação ocorre em múltiplos meios: faixas de rua, redes sociais (Instagram e Facebook) e canais digitais (WhatsApp, Telegram, comunidades online). A metodologia utilizada é através da abordagem qualitativa, com caráter descritivo e interpretativo, voltada para a análise das estratégias de comunicação e interação utilizadas pela aparelhagem Carabao. A pesquisa possui como referencial teórico Peirce (2005), Recuero (2009), Kotler e Keller (2012). Os resultados indicam que o Carabao constrói uma identidade comunicacional marcada pela hibridização de linguagens: elementos visuais que remetem ao símbolo regional do búfalo do Marajó, estratégias de marketing digital voltadas ao público jovem conectado, e signos tradicionais do brega e da saudade que dialogam com gerações mais antigas. O uso do chapéu de boiadeiro pelos DJs, replicado pelos fãs, exemplifica como a estética visual se transforma em um código de pertencimento coletivo. Conclui-se que a aparelhagem Carabao combina tecnologia, tradição e estética popular para construir uma marca experiencial, onde o espetáculo vai além da música e envolve emoção, identidade e cultura regional. O estudo reforça o valor das aparelhagens como formas de publicidade vernacular amazônica.Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) Cultura material, comunicação e consumo: a presença simbólica de Mao Tsé-Tung na Revolução Cultural Chinesa(2025-09-12) OLIVEIRA, Amanda Santos de; VIEIRA, Manuela do Corral; http://lattes.cnpq.br/1758973354834768; https://orcid.org/0000-0003-2034-5359O presente artigo observa como os cartazes de Mao Tsé-Tung, veiculados durante a Revolução Cultural Chinesa, atuaram como dispositivos de presença e autoridade política. A partir de quatro entrevistas com indivíduos nascidos e socializados na China e da análise de material iconográfico, o trabalho observa como esses cartazes comunicavam, por meio da materialidade, uma autoridade que não dependia da proximidade física. Com o auxílio teórico da cultura material, comunicação e consumo, percebeu-se que, se antes os pósteres eram elementos centrais na manutenção da figura de Mao como líder onipresente, hoje ocupam um lugar de memória distante, resinificada pelas novas gerações. Ainda que a Revolução Cultural seja o contexto escolhido para a análise, as reflexões aqui propostas podem ser percebidas em diferentes contextos.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Imagens de controle: a invisibilização das comunidades quilombolas(2025-09-15) SANTOS, Heloiá Carneiro dos; LAGE, Leandro Rodrigues; http://lattes.cnpq.br/2396184188116499; https://orcid.org/0000-0002-6814-9640Este trabalho discute as representações das comunidades quilombolas na mídia e em produções acadêmicas, a partir da teoria das imagens de controle desenvolvida por Patrícia Hill Collins. A pesquisa busca compreender de que forma essas imagens reforçam estereótipos históricos que limitam a compreensão social sobre os quilombos, suas culturas e modos de vida. Para isso, o estudo percorre os conceitos de comunidades quilombolas, analisando seu papel histórico e político no Brasil, e a construção das imagens que recaem sobre elas. Ao mesmo tempo, questiona a intencionalidade dessas representações e como diferentes fotografias, ainda que distintas, carregam intenções semelhantes: reduzir quilombolas a estereótipos de pobreza, velhice, trabalho manual ou religiosidade afro, invisibilizando a diversidade de crenças, juventudes e conquistas políticas. Assim, a análise aponta que as imagens de controle não são apenas representações visuais, mas dispositivos de poder que sustentam hierarquias sociais e raciais, contribuindo para o apagamento simbólico dos quilombos. Conclui-se que disputar essas imagens e questionar os sentidos que elas carregam é parte da luta quilombola contemporânea, que não se limita à terra física, mas também ao território simbólico e político da representação.