Navegando por Autor "RAYOL, Breno Pinto"
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Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) Dramaturgias de quintais: oralidade, memória e criação sensível(2026-07-13) RAYOL, Breno Pinto; ALMEIDA , Ivone Maria Xavier de Amorim; http://lattes.cnpq.br/5012937201849414; https://orcid.org/0000-0001-8277-5210Esta pesquisa tem origem na minha experiência como bolsista voluntário do projeto de extensão Mãos que Curam, coordenado pela professora Dra. Ivone Maria Xavier de Amorim Almeida, cujas ações de pesquisa-criação em quintais amazônicos possibilitaram meu contato direto com saberes ancestrais, práticas de cuidado, oralidades e memórias compartilhadas em comunidades tradicionais. A partir dessa vivência, investiguei de que maneira os quintais podem constituir se como matrizes dramatúrgicas capazes de acionar processos de criação cênica comprometidos com a valorização dos saberes da terra, da ancestralidade e das experiências cotidianas. Meu objetivo foi propor uma compreensão da dramaturgia como prática sensível de criação, produzida no encontro entre corpo, território, memória e oralidade, ampliando seu entendimento para além da escrita dramática convencional. Desenvolvi a pesquisa a partir de uma abordagem qualitativa, de caráter exploratório, autoetnográfico e cartográfico, fundamentada na perspectiva rizomática de Gilles Deleuze e Félix Guattari (1995), em diálogo com as contribuições de Leda Maria Martins (2021), Ailton Krenak (2019), Nêgo Bispo (2023), Eugenio Barba (2012) e Joseph Danan (2010). Como procedimentos metodológicos, articulei a cartografia sensível, o resgate de memórias autobiográficas, a observação participante, encontros de escuta e partilha em quintais amazônicos e a experimentação artístico dramatúrgica decorrente dessas vivências. Como resultado, apresento a Dramaturgia de Quintais, compreendida como um dispositivo estético, ético e político de criação contracolonial que transforma oralidades, memórias, gestos cotidianos e saberes ancestrais em matéria dramatúrgica, afirmando os quintais como territórios vivos de produção artística, resistência cultural e invenção de outras formas de existir.