Faculdade de História - FAHIST/CBRAG
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Navegando Faculdade de História - FAHIST/CBRAG por Orientador "PORTO, Thiago de Azevedo"
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Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) Entre narrativa de fundação e memória religiosa: o imaginário dominicano na construção da identidade histórica de São Domingos do Capim-PA(2026-07-11) RODRIGUES, Hellen Vitória Ramos; PORTO, Thiago de Azevedo; http://lattes.cnpq.br/7093901365559532A presente pesquisa analisa a narrativa de fundação de São Domingos do Capim, no estado do Pará, a partir das referências religiosas presentes no relatório Exploração e estudo do Valle do Amazonas (1875), de João Barbosa Rodrigues. Parte-se do registro segundo o qual a antiga freguesia de São Domingos da Boa Vista teria sido fundada, em 1758, por D. Frei Miguel de Bulhões, da Ordem Dominicana, e dedicada a São Domingos de Gusmão, buscando compreender os sentidos históricos produzidos por essa associação e sua relação com a construção de uma memória de origem e de pertencimentos locais. Metodologicamente, a pesquisa insere-se no campo da História Cultural e da História da Religião, mobilizando análise documental e entrevistas, em diálogo com o Libellus de principiis Ordinis Praedicatorum e com discussões sobre memória, identidade e narrativa. Conclui-se, a partir da análise, que a referência a São Domingos ultrapassa o âmbito estritamente devocional, configurando-se como elemento simbólico associado à legitimação da origem da localidade e à permanência de referências religiosas na experiência histórica do municípioTrabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) O estereótipo da personificação do feminino no romance A Escrava Isaura: uma caracterização da residualidade medieval de cunho cristão - patriarcal(2026-07-15) LOPES, Sara Neves; PORTO, Thiago de Azevedo; http://lattes.cnpq.br/7093901365559532O patriarcado é um sistema, cuja a sua existência configurou-se na história do mundo. Na cultura ocidental tomará um aspecto particular. Durante o período que concerne a Idade Média este arcabouço legitimou-se como uma esfera de supremacia autoritária na composição social da Europa, principalmente ao assumir um arquétipico religioso com os imaginários que a ordem clerical estabeleceu e logrou em difundir em relação a natureza da mulher. Estas visões foram instauradas através dos escritos documentais baseados em interpretações bíblicas ou das teologias de autores eclesiásticos como Tomás de Aquino e Santo Agostinho. O homem durante a Idade Média detinha o poder da escrita e reproduziu a imagem da mulher que perdurou por uma longa temporalidade. Durante o marco do processo de colonização no Brasil pelos europeus, a implantação deste sistema ocorreu de forma híbrida cultural e social. Pois este elemento transformou-se em outra forma para que a sua existência prevalecesse. Este estrato recebe o nome de Teoria da Residualidade, fomentada por Roberto Pontes, esse discurso compreende que há vestígios que pertenceram anteriormente a outra cultura, de uma outra sociedade e em um outro tempo. É um resíduo que adaptou-se em uma diferente forma de organização social e constitui-se em um novo segmento. A presença do patriarcado no século XIX, pode ser observada dentro do fragmento na literatura A Escrava Isaura (1875) de Bernardo Guimarães, onde a construção da imagem das três mulheres da obra: Isaura, Malvina e Rosa, tomaram a característica da descrição do patriarcado ao assumirem mentalidades e providências que fornecem a visão do mesmo.Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) A História Medieval no ensino fundamental: colonialidade, modernidade e eurocentrismo na BNCC e no ensino de História(2026-07-11) LIMA, Glendah Raieri Alves; PORTO, Thiago de Azevedo; http://lattes.cnpq.br/7093901365559532O ensino de História desempenha papel fundamental na formação crítica dos estudantes, possibilitando a compreensão das transformações sociais, culturais, políticas e econômicas ao longo do tempo, contudo, o ensino de História Medieval ainda apresenta desafios relacionados à permanência de perspectivas eurocêntricas nos currículos, nos materiais didáticos e nas práticas pedagógicas. Nesse contexto, o objetivo deste estudo foi analisar como a História Medieval é abordada no Ensino Fundamental no contexto da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a partir das percepções de professores que atuam nessa etapa de ensino. Realizou-se uma pesquisa de campo de abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, fundamentada em pesquisa bibliográfica e aplicação de questionários a três professoras que atuam no Ensino Fundamental em uma escola pública municipal localizada no município de Capitão Poço, no estado do Pará. Para a análise dos dados, as respostas foram organizadas e interpretadas à luz do referencial teórico construído a partir das discussões sobre modernidade, colonialidade, eurocentrismo, ensino de História Medieval e BNCC. Os resultados mostraram que as participantes reconhecem a permanência de perspectivas eurocêntricas no ensino de História, embora desenvolvam estratégias pedagógicas voltadas à problematização de estereótipos, à valorização da diversidade cultural e à construção de abordagens mais críticas e reflexivas, além da identificação de desafios relacionados à formação docente e aos materiais didáticos. Conclui-se que a construção de um ensino de História Medieval mais significativo requer a superação de narrativas exclusivamente centradas na experiência europeia, favorecendo práticas pedagógicas que valorizem a pluralidade histórica e cultural.Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) Os livros didáticos de História e a África pré-moderna: historiografia e ensino de história(2026-07-11) SILVA, Analice Reis da; PORTO, Thiago de Azevedo; http://lattes.cnpq.br/7093901365559532A presente pesquisa tem como tema a representação do continente africano no contexto do período medieval nos livros didáticos de História, sendo o objetivo da pesquisa, analisar a apresentação do conteúdo de África pré-moderna nesses materiais didáticos e em que medida suas narrativas dialogam com as perspectivas historiográficas atuais, discutindo os impactos da legislação, o papel do livro didático na formação da consciência histórica e apresenta os debates sobre a colonialidade do saber e o eurocentrismo, dialogando com autores que trabalham a partir dessa perspectiva. Para alcançar o objetivo desta pesquisa, realizou se uma pesquisa qualitativa, de caráter bibliográfico documental, fundamentada na revisão de literaturas especializadas na temática e na análise de livros didáticos do 6 ano do Ensino Fundamental. O resultado da pesquisa evidencia que apesar dos grandes avanços na historiografia e na legislação, ainda predomina no discurso histórico uma narrativa baseada nos ideais do eurocentrismo que restringe a diversidade histórica do continente africano e mantém um distanciamento entre a produção historiográfica e a sua efetiva incorporação nos materiais didáticos.Trabalho de Curso - Graduação - Monografia Acesso aberto (Open Access) O lugar do Egito antigo nos livros didáticos do Brasil: uma análise em três coleções didáticas do PNLD 2024(2026-08-18) LUCAS, Álvaro Cristiano de Oliveira; PORTO, Thiago de Azevedo; http://lattes.cnpq.br/7093901365559532O Egito Antigo é um dos conteúdos mais reconhecíveis do 6º ano, mas sua localização no continente africano nem sempre é transformada em uma narrativa que integre geografia, relações históricas, agência de sociedades africanas e crítica às representações modernas. Este trabalho analisa qualitativamente os Manuais do Professor de três coleções aprovadas no ciclo do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) 2024: “Jornadas: Novos Caminhos: História”, “Jovens Sapiens História” e “SuperAÇÃO! História”, todas em primeira edição de 2022. O objetivo é compreender como o pertencimento africano do Egito é construído em textos, mapas, imagens, atividades e orientações docentes, considerando seis eixos: localização e enquadramento; conexões e circulações; agência e autoria; crítica ao racismo, ao eurocentrismo e ao orientalismo; mediação visual e audiovisual; mulheres, gênero e poder. A análise situa as obras no contexto da BNCC e do PNLD, aprofunda a contribuição historiográfica de Cheikh Anta Diop e distingue pertencimento africano de identidade racial homogênea. As três coleções reconhecem, em graus diferentes, a inserção africana do Egito e suas relações com Cuxe e Núbia, mas variam na continuidade da problematização, na complexidade das atividades e no modo como articulam o Egito a outras histórias africanas. Ao final, propõem-se recortes para o ensino no 6º ano que relacionam território, tecnologias, trabalho, rotas comerciais, contatos africanos, gênero e representações modernas. As conclusões se limitam às três obras e aos componentes efetivamente consultados.