Faculdade de Comunicação - FACOM/ILC
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Navegando Faculdade de Comunicação - FACOM/ILC por Orientador "VENTURA, Jússia Carvalho da Silva"
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Trabalho de Curso - Graduação - Relatório Acesso aberto (Open Access) O local que não sai de mim: memória sensorial e pertencimento em Gurupá-Miri(2025-09-11) PESSOA, Giancarlo Pantoja; VENTURA, Jússia Carvalho da Silva; http://lattes.cnpq.br/1940222744081657O trabalho a seguir apresenta o minidocumentário “O lugar que não sai de mim: memória sensorial e pertencimento em Gurupá-Miri”, desenvolvido a partir de uma abordagem que entrelaça comunicação, etnografia sensorial e antropologia visual. A pesquisa se estrutura no retorno do pesquisador à comunidade de Gurupá-Miri, onde memórias afetivas, experiências corporais e vínculos de pertencimento emergem como elementos centrais para compreender as relações entre sujeitos e território. Como parte da metodologia, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com moradores da comunidade, permitindo que suas narrativas orais dialogassem com os registros audiovisuais e com a experiência pessoal do pesquisador. O processo de produção, realizado integralmente em formato mobile com recursos próprios, envolveu tanto desafios técnicos e logísticos, como o cuidado com os equipamentos durante os deslocamentos, quanto aprendizados criativos relacionados ao registro audiovisual em contextos cotidianos e familiares. O trabalho configura-se como um gesto político e afetivo de dar visibilidade às narrativas locais, frequentemente silenciadas por uma lógica urbano-colonial, reafirmando o valor dos “pequenos lugares” na construção de identidades, memórias e resistências amazônicas.Trabalho de Curso - Graduação - Artigo Acesso aberto (Open Access) O peso do sobrenome: como a linguagem jornalística reforça a desigualdade de gênero(2025-09-12) ROSÁRIO, Camilla Almeida Alves do; VENTURA, Jússia Carvalho da Silva; http://lattes.cnpq.br/1940222744081657A linguagem jornalística não é neutra, mas sim uma ferramenta que molda a nossa realidade. A imprensa, surgida em um universo predominantemente masculino e privilegiado, carrega consigo uma visão de mundo que coloca o homem no centro de tudo. Partindo desta premissa, este trabalho investiga como a escolha de nomenclaturas usadas para mulheres e homens pelo portal G1 atua na naturalização e perpetuação das assimetrias de poder. Homens são frequentemente referidos pelo sobrenome, o que lhes confere uma imagem de autoridade e profissionalismo, e em contraste, mulheres são nomeadas majoritariamente pelo primeiro nome, o que cria uma falsa informalidade e diminui sua autoridade no contexto profissional. Para fundamentar essa análise, recorremos a autores como Pierre Bourdieu, com o conceito de capital simbólico, e a Judith Butler, no entendimento de como a linguagem reflete e reforça as normas de gênero. O estudo adota ainda a importante lente da interseccionalidade, de Kimberlé Crenshaw, para evidenciar que o privilégio do sobrenome e da autoridade linguística é predominantemente branco e de classe. Os resultados preliminares confirmam: figuras masculinas são majoritariamente nomeadas pelo seu sobrenome, enquanto figuras femininas são majoritariamente referidas apenas pelo seu primeiro nome. O privilégio do sobrenome é predominantemente branco e de classe, e o jornalismo, ao adotar certas escolhas de linguagem, atua como uma ferramenta para naturalizar e perpetuar desigualdades históricas.